Blog sobre Arqueologia no vale do rio Itapocu. Criado com a finalidade de estudar e preservar o material arqueológico existente na região que abrange todo o vale do rio Itapocu, incluíndo a catalogação e conservação de acervos particulares e sítios arqueológicos ainda existentes (cerâmico, lítico, abrigo sob rocha, etc...). Todas as peças fotografadas neste blog (não foram usados escalas), são em sua maioria oríundas de descobertas aleatórias e fortuitas de seus detentores. Com este trabalho, se pretende criar em breve um Museu de Arqueologia do Vale do Itapocu pra preservar a história dos primeiros habitantes da nossa região (Homem do Sambaqui, Itararés e Guaranis). A comercialização de qualquer material arqueológico no Brasil caracteriza crime previsto em lei. Esta pesquisa será incluída no documentário e livro: Redescobrindo o Itapocu.

Observações: O idealizador deste blog e sua pesquisa sobre arqueologia não tem vínculos com órgãos públicos reguladores e fiscalizadores (FUNAI, IPHAN), instituições acadêmicas e também não participa de qualquer grupo ativista e político indigenista!

Legislação sobre arqueologia no Brasil se encontra nos links ao lado: Link 1 ou Link 2

Visite tambem o blog:
Caminho do Peabiru - Ramal Santa Catarina

Proposta da criação de um Museu de Arqueologia do vale do Itapocu no colegiado de cultura da AMVALI.

Proposta da criação de um Museu de Arqueologia do vale do Itapocu no novo colegiado de cultura da AMVALI (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu) no último dia 04 de abril de 2017. Link de acesso a matéria na imagem da foto.

Programa Cidade em Ação (06/07/2016) - TV Cidade de Joinville / SC.

Redescobrindo o Itapocu - Documentário Completo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Acervo do Museu Municipal de Massaranduba - SC.


Datação da peça: Desconhecida

Tradição: Itararé

O museu municipal de Massaranduba que fica na rua 11 de novembro, número 2783, centro da cidade (ao lado da prefeitura), conta através do seu acervo recém criado um pouco da história dos primeiros colonizadores e imigrantes das etnias alemã, italiana, polonesa, entre outras, através de ferramentas agrícolas, móveis, utensílios e demais objetos que estão na sua maioria em regime de permuta (empréstimo) com o museu. Entre estes objetos mencionados, se encontra a primeira peça lítica ameríndia oficial catalogada dentro do município. Trata de uma única ponta de flecha de quartzo bifacial serrilhado encontrado muitos anos atrás por um falecido agricultor que encontrou a mesma de forma fortuita na sua propriedade que fica na localidade de vila Guarani Mirim. Sua irmã que acabou herdando a ponta de flecha, resolveu fazer a doação em definitivo para o museu municipal de Massaranduba, sendo considerado uma peça muito importante e por enquanto exclusiva para a história da cidade.
Uma curiosidade histórica referente as localidades de Guarani Mirim e Guarani Açu seria a origem do nome que poderia indicar a presença ou ocupação indígena nestas localidades.Porém, tudo indica que com este achado se trate na verdade da ocupação da etnia indígena Macro Jê/Itararé (índios Xoclengue ou botocudos que ocuparam a região do vale do rio Itapocu e imediações antes das primeiras ocupações coloniais na segunda metade do século XIX), pois era comum as pessoas (por desconhecimento antropológico) associar equivocadamente estes índios com os descritos na história catarinense chamados guaranis carijós que habitavam a região litorânea no século XVI. Muitas pessoas ainda nos dias atuais pensam que "índio é tudo igual"!
Nos livros de história sobre a cidade de Massaranduba, são mencionados duas versões a respeito da origem da localidade com o nome “Guarani” (Mirim e Guaçu) que são na verdade dois ribeirões que pertencem a bacia hidrográfica do rio Itapocu. A primeira é a própria presença de índios antes da colonização nestas localidades, sendo este nome associado equivocadamente para os botocudos que ocupavam a região no século XIX e a segunda versão seria que por ali teria sido encontrado nos primeiros anos de colonização entre o final do século XIX e começo do século XX uma moeda cunhada em guarani de origem desconhecida.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Provável sítio de sepultamento raso na localidade de Rio Natal em São Bento do Sul - SC.


Datação do local: Desconhecido

Tradição: Itararé

Este provável sítio de sepultamento raso fica na localidade de Rio Natal (próximo ao Morro da Igreja) em São Bento do Sul - SC. O local é pouco conhecido pelos moradores da própria localidade, porém é chamado pelas poucas pessoas que já ouviram falar do lugar de "cemitério dos bugres"! O local fica dentro de uma propriedade particular e para se chegar lá se utiliza uma trilha íngreme até certo ponto onde próximo da beirada desta se encontram três montes de terra que estão separados um do outro aproximadamente cinco metros de distância e forma entre eles um ângulo triangular, mostrando que não se trata apenas de uma coincidência da natureza e sim de que o local sofreu interferência humana! Dos três montes de terra avistados e catalogados (em especial da foto acima que mostra ser o maior deles), foram cavados recentemente por tatus e um deles quase perdeu sua forma de monte de terra em decorrência da erosão. Algumas conversas que tive com moradores próximos (um deles me levou até o local), afirma que ali próximo chegaram a morar há mais de cinquenta anos atrás outros moradores, podendo assim haver questionamentos se o local poderia ter sido utilizado como um cemitério improvisado entre eles, mas o antigo proprietário do lugar que herdou a propriedade de sua falecida avó, esta teria relatado para terceiros que sua família adquiriu esta propriedade cerca de cem anos atrás e ao fazer as roças (quando era criança) encontraram pela primeira vez estes montes de terra, desmsitificando a hipótese de que o local tivesse alguma interferência direta de algum morador que veio morar nas imediações muitos anos depois da chegada deles! Outros fatos que reforçam que o local se trata de um provável sítio de sepultamento raso é que o antigo proprietário teria achado nas imediações alguns materiais líticos como pontas de flecha, por exemplo, e ainda teria encontrado um abrigo sobre rocha com peças de cerâmica indígena intáctas. Caso o local seja definitivamente estudado e confirmado como sendo um sítio de sepultamento raso (se assemelham aos que eu conheci na cidade de Urubici - SC), é preciso preservar este local o quanto antes para não se perder mais um sítio arqueológico importantíssimo no vale do rio Itapocu, pois são conhecidos e catalogados academicamente alguns sambaquis costeiros na cidade de Barra Velha e um sambaqui fluvial em Joinville onde foram encontrados nestes algumas ossadas humanas, porém, este ainda não foi estudado. Dentro do vale do rio Itapocu ouvi alguns relatos de que existiram ou ainda existem sítios de sepultamento raso ocorridos na mesma região em Rio Natal em São Bento do Sul, Bompland, Osvaldo Amaral e Rio Novo em Corupá e no Garibaldi em Jaraguá do Sul, sendo descritos com as mesmas características físicas como da foto acima.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Esclarecimento histórico sobre arqueologia no vale do rio Itapocu.


Cada vez mais que minha pesquisa fica aprofundada e investigativa, infelizmente acabo descobrindo relatos sobre extravio de material arqueológico na região do vale do rio Itapocu, levados por terceiros para os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e outras regiões do Brasil e também no estado de Santa Catarina como Blumenau e Joinville, por exemplo. A grande maioria destes antigos detentores desconhecia a legislação vigente sobre arqueologia no Brasil. Porém, este extravio não acontece infelizmente nos tempos atuais e sim há registros deste extravio há muitos anos atrás, pois antes do Decreto Lei Nº 25, de 30 de novembro de 1937 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0025.htm) e Lei Nº 3.924, de 26 de julho de 1961 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3924.htm), não existia nenhuma legislação brasileira específica sobre o assunto que considerasse o extravio de qualquer material arqueológico ilegal (principalmente pra fora do Brasil). Fato histórico comprovadamente registrado na página 108 do livro "Indian Notes - Volume 7 - Nº 1/Janeiro de 1930" (disponível gratuitamente pra download no site: http://archive.org/details/indiannotes711930muse), onde são mencionados no total 45 peças inteiras e fragmentadas de material arqueológico de diversos tipos (mãos de pilão, machados, amoladores de pedra, entre outras peças) encontrados dentro da região do vale do rio Itapocu e litoral sul do estado de Santa Catarina e que foram levados para os Estados Unidos, onde se presume (se este material não foi usado como moeda de troca por lá) que ainda se encontram guardados no "National Museum of the American Indian" (Museu Nacional do Índio Americano) de Nova York (www.nmai.si.edu) ou (www.americanindian.si.edu). Infelizmente estes artefatos que foram encontrados dentro do vale do rio Itapocu na década de 20 não estão catalogados online no Museu Nacional do Índio Americano (para um futuro e possível repatriamento de parte ou total das 45 peças). Porém, outras peças encontradas no estado de Santa Catarina se encontram catalogadas online no link abaixo:

http://americanindian.si.edu/searchcollections/results.aspx?catids=0&place=Brazil%3b+Santa+Catarina

Maiores informações a respeito serão esclarecidas no meu livro que será lançado em breve!

A seguir, a tradução de alguns parágrafos com informações adicionais entre parênteses da página 108 deste livro onde se tem o total de 45 peças extraviadas no vale do rio Itapocu para os Estados Unidos:

Grande ponta de lança de (pedra) ferro; ranhuras na pedra; machado. Rio Novo (Corupá), Estado de Santa Catarina, Brasil. (três peças);

Pilão; bola de pedra; dezesseis machados; pilão, dois fragmentos de pilão, prato de pedra feito de concreção (solidificação e, ou polimento) natural. Rio Vermelho (São Bento do Sul), Estado de Santa Catharina, Brasil. (vinte e duas peças);

Pilão, seis machados. Rio Itapocu (em algum ponto do rio Itapocu entre Corupá e Jaraguá do Sul), Estado de Santa Catarina, Brasil. (sete peças);

Pilão. Vale Pomplan (Bompland, Corupá), Estado de Santa Catarina, Brasil. (uma peça);

Quatro machados. Ribeirão Grande (Ribeirão Grande do Norte, pertencia na época a Hansa Humboldt como se chamava anteriormente Corupá e atualmente a localidade pertence a cidade de Jaraguá do Sul), Estado de Santa Catarina, Brasil. (quatro peças);

Quatro machados. Vale Annobom (Ano Bom, São Bento do Sul), Estado de Santa Catarina, Brasil. (quatro peças);

Dois machados. Rio Paulo (Corupá), Estado de Santa Catarina, Brasil. (duas peças);

Pilão. Rio Pedra de Amobar (Pedra de Amolar, Corupá), Estado de Santa Catarina, Brasil. (uma peça);

Pedra Lascada. Montanha da Serra (provavelmente se trata de Serra Alta em São Bento do Sul), Estado de Santa Catarina, Brasil. (uma peça).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Acervo particular do Sr. Tarcísio em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Tarcísio que mora no bairro Seminário em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças na localidade de Rio Paulo Grande quando era dono de uma propriedade alguns anos atrás nas margens do mesmo rio. A maioria das peças líticas foram encontradas dispersas, ficando difícil especificar se o local seria apenas um sítio de acampamento temporário, de caça ou se trata de um possível sítio litico. O mesmo comentou ainda que encontrava algumas ferramentas líticas feitas de pedra como amoladores de pedra, mas acabou não dando importância em guardá-las. No acervo se encontram algumas pontas de flecha de quartzo leitoso e também de granito.

Abaixo, se encontra gratuitamente o link do colega Zigmar que começou há pouco tempo também catalogar em detalhes algumas peças líticas como machados de pedra, mãos de pilão, vaso de cerâmica e também algumas das pontas de flecha mencionadas aqui, onde a maioria das peças foram também encontradas na região de Corupá:

Corupá Nativo

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Acervo particular do Sr. José em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. José que mora no centro de Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças na localidade de Ribeirão Correias que fica na mesma cidade onde trabalha na atividade da banana e entre o plantio e a colheita tanto na sua propriedade quanto nas propriedades vizinhas, ele e alguns de seus funcionários acabam encontrando ocasionalmente algumas pontas de flecha e demais materiais líticos revirados em decorrência do arado. No seu acervo, além de possuir algumas pontas de flecha em sua maioria feitas de quartzo leitoso, calcedônia e de granito, possui também um pedaço de pedra semelhante ao óxido de ferro que ao entrar em contato com a água, sai uma pigmentação de cor vermelha que os índios usavam para pintar seus corpos ou tingir seus utensílios como por exemplo, a cerâmica.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Acervo do Museu Municipal Emílio da Silva em Jaraguá do Sul - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradições: Itararé e Tupi Guarani

O museu histórico municipal Emílio da Silva que fica na praça Ângelo Piazera no centro de Jaraguá do Sul, conta através do seu acervo a história da cidade e região desde os tempos da imigração e colonização que começou no final do século XIX. E neste lugar se inclui também um pequeno espaço dedicado a arqueologia. Porém, as peças líticas e cerâmicas que foram doadas para o museu e que estão expostas para o público, são originarias em sua maioria das cidades de Piraquara (região metropolitana de Curitiba no estado do Paraná), Pilar do Sul (fica entre as cidades de Itapetininga e Sorocaba no planalto sul do estado de São Paulo), e outros lugares e regiões do Brasil (algumas peças foram doadas desde o final da década de 60 do século passado). Somente alguns materiais líticos e cerâmicos que foram localizados na região do vale do Itapocu se encontram expostos no museu (a maior parte ainda não se encontram identificadas). Se destacam no acervo algumas mãos de pilão, machados e outros utensílios de pedra feitos de granito e arenito, além de alguns fragmentos (cacos) de cerâmica e artesanato indígena.

sábado, 8 de junho de 2013

Acervo particular do Sr. Elias em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Elias que mora na localidade de Rio Novo em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças durante o arado em alguns pontos do morro de sua propriedade que fica na rua paralela que fica no lado direito do rio Novo quando encontrou algumas pontas de flecha e pontas de lança dispersas. Porém, não foi possível ir até o local onde foram encontrados os artefatos pra analisar se o lugar se trata de apenas um local que já foi um sítio de acampamento temporário indígena ou se trata de um provável sítio lítico. O mesmo informou também que próximo de onde foram encontrados a maioria das pontas de flecha (cerca de 1.000 metros acima de sua casa), existe uma pedra com cinco ou seis cúpulas (buracos entre a pedra) entre 10 a 20 centímetros de diâmetro que pode se tratar de uma oficina lítica em formato de almofariz (também conhecido como pilão ou moedor feitos de de madeira ou pedra e que são usados como base para as mãos de pilão), porém, não foi possível de momento verificar o local. Atualmente o senhor Elias possui apenas duas pontas de flecha, pois as demais peças acabaram sendo extraviadas ou doadas a terceiros.

sábado, 25 de maio de 2013

Acervo particular do Sr. Leopoldo em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradições: Inconclusivo (Itararé ou Guarani)

Este acervo particular se encontra com o Sr. Leopoldo que mora na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças ocasionalmente durante o arado na plantação de alguns pés de banana na sua atual propriedade e também na antiga que habitava alguns anos atrás na localidade de Rio Novo (Tifa dos Milhões). Dentre as peças se encontram três pontas de flecha, sendo que duas de calcedônia na qual foram encontradas dispersas no entorno de sua propriedade e uma de quartzo leitoso, esta última encontrada na sua antiga propriedade, não caracterizando a princípio ambos os locais terem sidos sítios líticos. Seu vizinho de propriedade na mesma localidade de Osvaldo Amaral, este tem um sítio lítico de fabricação de pontas de flecha comprovado. Ainda falando da atual propriedade, o mesmo já encontrou pequenos fragmentos (cacos) de cerâmica durante o arado no morro de sua propriedade, mas de momento não foi possível verificar se o local trata de um possível sítio cerâmico. A família chegou a possuir outros artefatos encontrados na região, mas as peças acabaram se extraviando. Coincidência ou não, o local onde foram encontradas fortuitamente parte destas pontas de flecha, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Acervo particular do Sr. Arnaldo em Corupá - SC.


Datação da peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Arnaldo que mora na localidade de Rio Novo em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças dispersas em alguns pontos de sua propriedade, descaracterizando o lugar ter sido um sítio lítico pela ausência de mais pontas de flecha encontradas num mesmo lugar, mas provavelmente tenha sido um sítio de acampamento temporário ou de passagem. Dentre as peças se encontram duas pontas de flecha de quartzo, um semeador de granito e uma ponta de projétil romba ou virote de granito que servia pra abater pássaros e também colher frutos (peça inédita encontrada dentro do vale do rio Itapocu).

Acervo particular do Sr. Ivanor em Corupá - SC.


Datação da peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Ivanor que mora na localidade de Serra do Guarajuva em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças na região, principalmente na localidade de Ribeirão Correias onde moram parte de membros de sua família que possuem também alguns acervos particulares. Entre as peças se encontram em especial um afiador quadrado polido de granito e entre as pontas de flecha, uma é especial porque é rara e até o presente momento inédita de ser encontrada aqui na região do vale do rio Itapocu. Ela é conhecida como ponta de flecha "rabo de peixe" (terceira da esquerda pra direita na foto), sendo confeccionado com um material poroso e brilhoso, podendo esta ponta de flecha ser mais antiga do que a ocupação da tradição Itararé na região, remontando a um grupo de caçadores e coletoras da tradição Umbu. Outra ponta de flecha (segunda da esquerda pra direita na foto), o mesmo acabou encontrando dispersa dentro da sua propriedade durante o arado no cultivo de alguns pés de banana.

Acervo particular do Sr. Leandro em Corupá - SC.


Datação da peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Leandro que mora na localidade de Rio Isabel (Vila Rützen) em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças na região, principalmente na localidade de Ribeirão Correias onde moram parte de membros de sua família que possuem também alguns acervos particulares. Entre as peças se encontram pouco mais de 30 pontas de flecha de quartzo, calcedônia e granito e um pedaço de óxido de ferro na qual ao entrar em contato com a água se extrai um pigmento que os índios provavelmente usavam para tingir ou pintar seus adornos.

Acervo particular do Sr. Rolf em Jaraguá do Sul - SC.


Datação da peças: Desconhecida

Tradições: Itararé e Guarani

Este acervo particular se encontra dentro do estabelecimento comercial do Sr. Rolf na localidade de Chico de Paulo em Jaraguá do Sul - SC. No local se encontra em anexo um pequeno museu de peças antigas, figuras de piratas (hobby) e também alguns materiais de origem geológico lítico. O mesmo que é morador de Corupá - SC, quando exercia outra atividade naquela cidade recebia em algumas localidades doações feitas por pessoas que encontravam estas peças em suas propriedades. Dentre os artefatos se encontram três machados de pedra sendo dois polidos de granito e um de arenito, um afiador em formato triangular polido de granito e um afiador em formato côncavo de arenito. O acervo continha também algumas pontas de flecha, mas acabaram sendo extraviadas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sítio lítico e acervo particular do Sr. Walfrido na localidade de Rio Novo em Corupá - SC.


Datação da peças e do local: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Walfrido que mora na localidade de Rio Novo em Corupá - SC. Na sua propriedade que fica na rua secundária desta localidade (lado esquerdo do rio Novo), foram encontrados no cume do morro próximo da serra do Guarajuva algumas pontas de flecha feitas de quartzo, mas o local além de sítio lítico poderia ter sido também um ponto de observação e de acampamento provisório, pois o proprietário diz que no arado era comum também encontrar fragmentos de carvão. Outras peças do acervo foram encontradas na região, sendo que são duas mãos de pilão de granito, um furador de granito, alguns afiadores e machadinhas de pedra de granito e arenito.

Sítio lítico e acervo particular do Sr. Edgar na localidade de Rio Novo em Corupá - SC.


Datação da peças e do local: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Edgar que mora na localidade de Rio Novo em Corupá - SC. Na sua propriedade que fica na rua principal desta localidade, foram encontrados recentemente ao lado de sua casa que possui uma plantação de mandioca algumas pontas de flecha feitas de quartzo e várias lascas de quartzo descartadas para a fabricação destas peças. O mesmo também possui em seu acervo particular outras pontas de flecha que foram encontradas dispersas na região e num poço artesiano construído ao lado de sua casa foi encontrado parte de uma machadinha de pedra de granito (que não foi catalogada), uma mão de pilão de arenito e uma espécie de furador de arenito para o plantio de sementes. Mas o que intriga entre os achados e que o mesmo me mostrou em particular foi ter encontrado justamente neste sítio lítico alguns fragmentos de rocha compostos a base de enxofre, na qual ao acender a minúsculas pedras acabam tendo combustão, ficando com uma coloração azulada e gosmenta após a fundição destes fragmentos. A região de Corupá geologicamente foi uma região vulcânica há milhões de anos atrás, mas se desconhece alguma jazida de enxofre nesta região. De qualquer maneira, os índios já teriam conhecimento deste mineral e suas propriedades de combustão ou outra utilização?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Acervo particular do Sr. Aldo em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Aldo que mora na localidade de Bompland em Corupá - SC. O mesmo encontrou estas peças líticas dentro de sua propriedade que fica na encosta do morro onde se encontra a nascente do ribeirão Bompland. Dentro do acervo, se encontra três amoladores de pedra, parte de um machado de pedra, uma espécie de faca de pedra com dois gumes entre as extremidades e uma mão de pilão (todas os artefatos em sua maioria feitos de granito e arenito). Parte das peças foram encontradas no próprio ribeirão Bompland enquanto que outras peças foram encontradas em diferentes locais dentro de sua propriedade. Também foram encontrados espalhados em seu sítio fragmentos ou cacos de cerâmica, mas que de momento o mesmo não possui guardado em seu acervo e a princípio não se tem indicativos de que o local seria um sítio lítico ou cerâmico. A origem deste acervo parece se tratar da tradição Itararé, contudo, nas propriedades vizinhas que ficam também no Bompland e Osvaldo Amaral, existem comprovações arqueológicas da presença tanto da tradição Itararé quanto Guarani nestas duas localidades. Uma curiosidade do local é que no cume do morro que fica dentro da sua propriedade, existia vestígios de um caminho antigo (trilha) que seria atribuído aos índios que habitavam a região. Alguns pesquisadores atribuem o vestígio como sendo o Caminho do Peabiru no início da serra do mar em Corupá. Porém, atualmente com a criação do pasto no local, os vestígios no cume (valeta seca) praticamente se apagaram em decorrência da exposição ao tempo (erosão). A única coisa que se tem certeza do ponto de vista arqueológico, é que a trilha fazia ligação entre o ribeirão Bompland com outros sítios arqueológicos na localidade vizinha de Osvaldo Amaral (ribeirão Osvaldo Amaral e ribeirão Cobra) também em Corupá. Coincidência ou não, o local onde foram encontradas os artefatos de pedra, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

domingo, 10 de março de 2013

Sítio lítico, cerâmico e acervo particular do Sr. Celso na localidade de Bompland em Corupá - SC.


Datação das peças e do local: Desconhecida

Tradições: Inconclusivo (Itararé ou Guarani)

Este acervo particular se encontra com o Sr. Celso que mora na localidade de Bompland em Corupá - SC. Na sua propriedade que fica próximo do ribeirão Bompland (que dá o nome a localidade) foram encontrados em diferentes pontos de seu terreno uma machadinha de pedra de granito fragmentada, uma mão de pilão achatada de granito fragmentada, uma lasca de arenito afiada e vários fragmentos ou cacos de cerâmica pertencentes como sendo da tradição Itararé. Sobre os pedaços de cerâmica, ele comentou que há farta matéria prima de boa qualidade (argila) para a confecção destas peças de cerâmica. Outra propriedade particular que é vizinha desta fica na localidade de Osvaldo Amaral também em Corupá onde foram encontrados pequenos cacos ou fragmentos de cerâmica. Ambos os locais que fazem parte de um mesmo morro tudo indica que por ali seria uma espécie de "olaria dos bugres" (nome batizado por este pesquisador) em decorrência da certa quantidade e facilidade de encontrar cacos ou fragmentos de cerâmica. Coincidência ou não, o local onde foram encontradas estes machados de pedra, a lasca e os cacos ou fragmentos de cerâmica, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Acervo particular do Sr. Aldo em Corupá - SC.


Datação da peça: Desconhecida

Tradição: Guarani

Este pequeno acervo particular se encontra com o Sr. Aldo que mora na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC. O mesmo adquiriu esta mão de pilão polida através de seu falecido tio que doou a mesma pra um de seus filhos como herança familiar. O mesmo conta que muitos anos atrás na propriedade de sua família que fica logo após a igreja (capela Nossa Senhora de Fátima) na entrada da tifa do ribeirão Cobra, seu falecido tio encontrou há muitos anos atrás esta mão de pilão enterrada quase que por completo num pasto que tem até hoje alguns pés de tangerina que fica no barranco do lado esquerdo do ribeirão Cobra (que deságua no rio Humboldt cerca de 100 metros no lado direito) e que a peça só aparecia um pedaço dela por cima da terra. Curioso, o mesmo começou a desenterrar a peça até perceber que se tratava de um artefato indígena. Esta mão de pilão apesar de existir outras peças semelhantes em outros acervos particulares da nossa região (São Bento do Sul e Corupá, por exemplo), é considerada uma das maiores encontradas e catalogadas no vale do rio Itapocu, pois possui aproximadamente 50 centímetros de comprimento por 06 centímetros de diâmetro numa de suas extremidades. Particularmente, a matéria prima desta peça que é um tipo de pedra não encontrada na região do vale do rio Itapocu. A única coisa que se tem confirmação é que a mesma é atribuída a tradição guarani. Teoricamente, esta peça teria sido trazido pelos guaranis de alguma região do interior do Paraná alguns séculos atrás de onde a matéria prima é originária. Por ter sido encontrado apenas somente uma peça, fica difícil afirmar se o local teria sido um sítio de acampamento provisório ou mesmo se trata apenas de uma peça aleatoriamente extraviada de algum grupo guarani que ocupou determinada época na nossa região, pois só foram encontrados e catalogados, por enquanto, outros artefatos comprovadamente de origem guarani como um cachimbo de argila ou Petynguá num sítio lítico (pontas de flecha) guarani na mesma região do Osvaldo Amaral e um vaso de cerâmica ou pequena urna funerário guarani encontrado na localidade do Bompland e que se encontra em outro acervo particular em Corupá. Coincidência ou não, o local onde foi encontrado esta mão de pilão polida, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

Sítio lítico e acervo particular do Sr. Adolar na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC.


Datação da peças e do local: Desconhecida

Tradições: Inconclusivo (Itararé ou Guarani)

Este acervo particular se encontra com o Sr. Adolar que possui um sítio na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC. Na sua propriedade que fica na beira do ribeirão Osvaldo Amaral, foram encontrados na parte alta do morro onde possuem uma plantação de bananas alguns machados de pedra feitos de granito. Um dos machados de pedra em especial chama a atenção, pois é considerado um dos maiores já foram catalogados no vale do rio Itapocu, medindo aproximadamente 35 centímetros de comprimento e tem um acabamento triangular numa das pontas. Outros machados do acervo em parte, foram fragmentados em decorrência do arado na hora da preparação da terra para o plantio dos pés de banana. Coincidência ou não, o local onde foram encontradas estes machados de pedra, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

Acervo particular do Sr. Francisco em Jaraguá do Sul - SC.


Datação das Peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Francisco que mora na localidade do Braço do Ribeirão Cavalo em Jaraguá do Sul - SC. O mesmo adquiriu estas duas pontas de flecha dentro de sua propriedade, mas a princípio não se trata de um possível sítio lítico ou de acampamento, pois ambas foram encontradas em locais diferentes e distantes uma da outra, se tratando a princípio de um local que era usado apenas para a caça. Porém, atrás de sua propriedade que faz divisa intermunicipal, já na propriedade vizinha que pertence a localidade de Poço da Anta (antigo acesso secundário da estrada da Caroeira) em Corupá - SC, muitos anos atrás foram encontrados nesta propriedade também duas pontas de flecha e uma gamela (tigela ou bacia feita em madeira). Porém, neste caso, todas as peças foram encontradas num mesmo local indicando que ali era um provável sítio de acampamento provisório. Infelizmente, este seu vizinho não possui mais estes artefatos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sítio lítico e acervo particular do Sr. Lizandro na localidade de Ribeirão Correias em Corupá - SC.


Datação da peças e do local: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Lizandro que mora na localidade de Ribeirão Correias em Corupá - SC. Na sua propriedade, foram encontrados várias pontas de flecha feitas de quartzo. No seu acervo, se encontra também um machado de pedra de granito, algumas pedras brutas de cristal e um pedaço de pedra semelhante ao óxido de ferro que ao entrar em contato com a água, sai uma pigmentação de cor vermelha que os índios usavam para pintar seus corpos ou tingir seus utensílios como por exemplo, a cerâmica. O acervo só não é maior porque cerca de 10 anos atrás, o mesmo possuía mais pontas de flecha dentro de um pote de vidro, mas que infelizmente uma pessoa conhecida acabou levando embora. No local onde foram encontrados os artefatos líticos, fica no final da estrada principal da localidade do Ribeirão Correias (lado direito do ribeirão que tem o mesmo nome). Subindo cerca de 50 metros acima de sua casa, logo se encontra no meio de uma plantação de bananas sem dificuldade pedaços de quartzo que são a matéria prima para a fabricação das pontas de flecha. Seu irmão que também mora na mesma localidade, possui um acervo particular de artefatos indígenas.

Acervo particular do Sr. Silvino em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Silvino que mora na localidade de Ribeirão Correias em Corupá - SC. O mesmo adquiriu a maioria destas peças ao prestar serviço no cultivo da banana de algumas propriedades daquela localidade. Possuíndo mais de 100 peças líticas, mostrou no momento da catalogação apenas quatro pontas de flecha (uma delas foi adquirido por ele em Itaiópolis - SC), duas pontas de lança, um pequeno machado de pedra de arenito e pedaço de pedra semelhante ao óxido de ferro que ao entrar em contato com a água sai uma pigmentação de cor vermelha que os índios usavam para pintar seus corpos ou tingir seus utensílios como por exemplo, a cerâmica. Seu irmão que também mora na mesma localidade, possui na sua propriedade um sítio lítico e um acervo particular de artefatos indígenas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sítio cerâmico na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC.


Datação das peças e do local: Desconhecida

Tradições: Inconclusivo (Itararé ou Guarani)

Este sítio cerâmico fica dentro da propriedade do Sr. Ingobert que mora na localidade de Osvaldo Amaral em Corupá - SC. No local que fica numa encosta na beira da estrada municipal desta localidade, se encontra sem dificuldades no caminho que dá acesso as plantações de bananas pequenos fragmentos ou cacos de cerâmica (louças) misturados com a terra e normalmente após as chuvas, as águas se encarregam de levar os pedaços para a pequena estrada de macadame onde é possível visualizá-las sem dificuldades. Numa primeira análise, não dá para afirmar se este sítio cerâmico se trata da tradição Itararé ou Guarani pelo fato das peças aparentemente terem sido confeccionadas com acabamento plástico na parte interior (argila misturada com pó de carvão), mas ao mesmo tempo estes fragmentos analisados não apresentaram na sua superfície algum tipo de trabalho pintado, corrugado ou ungulado. Coincidência ou não, o local onde foram encontrados os fragmentos ou cacos de cerâmica, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sítio lítico e acervo particular da Sra. Elfi na localidade de Rio Ano Bom em São Bento do Sul - SC.


Datação das peças e do local: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com a Sra. Elfi que mora na localidade de Rio Ano Bom em São Bento do Sul – SC (acesso via Corupá – SC). Na sua propriedade, foram encontrados algumas pontas de flecha feitas de quartzo (calcedônia) e granito, além de um machado de pedra polido. O achado aconteceu por acaso quando ela e sua família preparavam a terra na beira do barranco para o cultivo de bananas e ao fazer o arado acabaram encontrando algumas pontas de flecha e lascas do memso material. No local onde foram encontrados os artefatos líticos, fica no morro na estrada geral do Rio Ano Bom (lado direito do rio que tem o mesmo nome) onde corre um pequeno ribeirão. Foi constatado que ali se encontra sem dificuldades fragmentos de pedras de quartzo para a confecção do material lítico. Nas imediações deste morro numa propriedade vizinha, outra família encontrou em maior quantidade várias pontas de flecha e também machados de pedra num local que antes era uma roça da família mas que atualmente se encontra tomado pelo mato. Eles acabaram se desfazendo de todo o acervo doando para uma pessoa que reside em Joinville na qual se comprometeu em levar as peças para um museu daquela cidade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Abrigo sob rocha na localidade de Ribeirão da Pedra Branca em Jaraguá do Sul - SC.


Datação do local: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este abrigo sob rocha ou gruta como é mais conhecido fica no alto do morro na localidade de Ribeirão da Pedra Branca em Jaraguá do Sul - SC. Neste local que é chamado popularmente pelos moradores do lugar com o nome de "toca do bugre", se encontra o próprio ribeirão Pedra Branca onde o acesso se dá cerca de 100 metros da rua principal da localidade, mas com a interferência do homem na natureza, atualmente o curso da água é menor e quando não está na época de cheias o ribeirão passa somente pelo lado esquerdo da queda da água, deixando o lado direito por onde se tem acesso ao local a maior parte do ano seco. Dentro do abrigo sob rocha, existe duas pequenas galerias que se divide logo na entrada e a mesma se encontra infestada de morcegos. Segundo um morador das proximidades que tem um pesque e pague, antigamente o mesmo ouviu falar dos primeiros moradores daquela localidade que dentro deste abrigo sob rocha tinha partes de uma ossada humana no interior da gruta, mas foram retiradas pelos primeiros moradores daquela época. No entanto, alguns anos atrás, seu filho encontrou logo abaixo da queda da água na beira de uma pequena piscina natural que dá acesso a gruta um machado de pedra e uma ponta de flecha que infelizmente outras pessoas acabaram ficando com estes artefatos líticos. O mesmo conta ainda que próximo do cume da localidade do Ribeirão da Pedra Branca conhecido como “Morro da Telesc”, foi encontrada por ele cerca de 40 anos atrás de uma grande rocha outra ossada humana, mas não soube especificar se as ossadas se tratava de um antigo morador do local ou de índio. O senhor indicou ainda uma possível bacia de polimento feita na beira no topo de uma pequena queda da água no mesmo ribeirão Pedra Branca logo acima de sua propriedade no sítio de seu filho, na qual fui verificar, mas chegando no local fica difícil afirmar se foi capricho da natureza ou se houve realmente alguma interferência parcial humana, pois se vê claramente que parte da parede que forma a bacia de água parece haver interferência da mão humana. Tudo indica que na região do vale do rio Itapocu, este seria um dos poucos abrigos sob rocha ou grutas mais preservados e com fortes indícios de ter sido um dia “sítio cemitério em abrigo sob rocha”.

OBS: Esclarecendo melhor sobre o que é um abrigo sob rocha, vou dá um exemplo aqui na região não muito distante da bacia hidrográfica do vale do Itapocu. Foi catalogado por arqueólogos na década de 60 do século passado um “sítio cemitério em abrigo sob rocha” que fica na localidade de Cerro Azul (represa de Volta Grande), a 50 quilômetros do centro da cidade de Rio Negrinho e que fica próximo da divisa com as cidades de Doutor Pedrinho e Rio dos Cedros. O lugar ficou conhecido como “abrigo Rückl ou Rückel” (em homenagem ao antigo proprietário das terras onde fica o abrigo sob rocha no cume de um pequeno morro). Neste local, foram encontrados restos de conchas de água doce (conhecido como sambaqui fluvial), algumas ossadas humanas e ferramentas líticas como pontas de flecha e fragmentos de cerâmica, sendo que parte dos achados se encontram na coleção (acervo) particular de Teodoro Saade em Mafra e também no museu municipal Carlos Lampe em Rio Negrinho. Mais pra frente, estarei divulgando este local aqui neste blog.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Acervo Particular do Sr. Conrad em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Conrad que mora na localidade de Rio Paulo Pequeno em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas das peças nas localidades do Rio Paulo Grande e Rio Paulo Pequeno. A maioria do materiais líticos foram encontradas perto de sua propriedade que fica ao lado de uma pedreira e também num morro próximo cercado com plantações de banana. No outro lado de sua propriedade por onde passa a rua principal e se encontra um morro também com plantações de banana, conta ele que seu falecido pai encontrou um sítio de sepultamento raso indígena, mas apenas mostrou visualmente apontando no alto do morro onde seria aproximadamente o local indicado pelo seu pai. No acervo se encontram dois machados de pedra de granito, um amolador de pedra de granito pra afiar gume de machados de pedra, um furador de arenito e quatro pontas de flecha de quartzo e granito.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Acervo particular do Sr. Landolino em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Landolino que mora na localidade de Rio Isabel em Corupá - SC. O mesmo adquiriu a maioria das peças nas localidades do Rio Isabel, Rio Paulo Grande e Rio Paulo Pequeno, Ribeirão Correias e Rio Novo. Outras peças o mesmo adquiriu em decorrência do seu serviço de topógrafo e agrimensor pela região na qual acabava encontrando durante o trabalho de topografia e agrimensura. No acervo, se encontram algumas pontas de flecha de quartzo, machados de pedra de arenito e granito polido, um amolador de arenito e uma cavadeira de mão de arenito. Uma curiosidade que o mesmo contou foi que ele, seu irmão e seu falecido pai costumavam encontrar muitos anos atrás estes artefatos com mais facilidade ao trabalharem no arado da propriedade da família que também fica em outro terreno na mesma localidade do Rio Isabel. Atualmente ele, seu irmão (que possui outro acervo particular) e seu sobrinho, ora ou outra, encontram aleatoriamente algum material lítico pela região.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Acervo particular do Sr. Adalberto em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Adalberto que mora na localidade de Rio Novo (Tifa dos Milhões) em Corupá - SC. O mesmo adquiriu estas peças quando ele e seu falecido filho começaram a encontrar pontas de flecha na região do Ribeirão Correias, Rio Novo e na própria Tifa dos Milhões, sendo que a maioria das pontas de flecha são feitas de quartzo e granito. Uma curiosidade que o mesmo contou foi que seu falecido filho após esperar passar o tempo chuvoso, costumava andar logo em seguida pela região a procura destas pontas de flecha e outros artefatos, pois era mais fácil encontrá-las "lavadas" em roças, pastos e também nas proximidades de alguma estrada de chão batido da região onde muitas vezes obteve sucesso na sua busca. O mesmo relatou ainda que é tradição de família guardarem artefatos líticos desde a época de seu falecido pai e que foi continuada por ele, pelo seu irmão (que possui outro acervo particular) e seu falecido filho. Outra curiosidade relatada e mostrada pelo seu Adalberto foi quando ele e sua família fizeram uma homenagem ao falecido filho, colocando uma foto num porta retrato grande e enfeitando-a nas bordas com as melhores pontas de flecha encontradas por ele e seu filho! As demais pontas de flecha que o mesmo mostrou em seu acervo e que se encontra na imagem acima, parte delas estão fragmentadas ou inacabadas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Acervo particular do Sr. Gilio em Corupá - SC.


Datação das peças: Desconhecida

Tradição: Guarani

Este acervo particular se encontra com a família do Sr. Gilio que mora no bairro Seminário em Corupá - SC. Porém, quem me passou as informações a respeito foi sua mãe que gentilmente se prontificou em contribuir com a pesquisa. O mesmo adquiriu estas peças em sua maioria quando seu falecido avô trabalhava em algumas roças na região de Corupá e Jaraguá do Sul e neste trabalho acabou encontrando alguns machados de pedra e pontas de flecha (que não foi possível catalogar e tirar fotos das peças no momento). Mas além das peças líticas, se destaca em especial um pote de cerâmica praticamente intacto e que foi encontrado pelo avô dele muitos anos atrás numa roça não especificada na localidade de Bompland em Corupá. Esta peça de cerâmica é especial porque foi encontrada praticamente inteira e também porque se trata de uma peça única encontrada em Corupá e que comprova a presença da tradição guarani alguns séculos atrás na região do vale do rio Itapocu, pois o acabamento do pote tem traços de trabalho ungulado e corrugado típicos da confecção da cerâmica guarani. Pelo formato da peça, é difícil afirmar se o pote era usado pra estocar água ou alimento, ou ainda, serviria como urna funerária, pois o tamanho da peça caberia apenas pra depositar ossadas de uma criança. Coincidência ou não, a região onde foi encontrado o pote de cerâmica, coincide na melhor topografia do vale do rio Itapocu com o provável itinerário do caminho do Peabiru no início da subida da serra do mar na cidade de Corupá - SC. Infelizmente se perdeu a posição aproximada do provável sítio cerâmico da tradição guarani na localidade de Bompland para maiores estudos.
Sobre os machados de pedra, mãos de pilão e pontas de flecha que não pude catalogar, tive acesso visual das peças apenas por fotos de outra pessoa que catalogou as peças e que princípio são na maioiria peças líticas da tradição itararé.

Abaixo, se encontra gratuitamente o link do colega Zigmar que começou há pouco tempo também catalogar em detalhes algumas peças líticas como machados de pedra, mãos de pilão, pontas de flecha e também este vaso de cerâmica guarani mencionado aqui, onde a maioria das peças foram também encontradas na região de Corupá:

Corupá Nativo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sítio lítico e acervo particular do Sr. Arno na localidade de Rio Isabel em Corupá - SC.


Datação do local e das peças: Desconhecida

Tradição: Itararé

Este acervo particular se encontra com o Sr. Arno que mora na localidade de Rio Isabel em Corupá - SC. Na sua propriedade, foram encontrados algumas pontas de flecha feitas de quartzo. O achado aconteceu por acaso quando ele e seu irmão alguns anos atrás preparavam a terra numa pastagem para o cultivo de bananas e foi quando ao fazer o arado acabaram encontrando em diferentes períodos 4 pontas de flecha no local, porém, uma delas acabou se perdendo. No local que fica no início do morro cerca de 200 metros de sua propriedade, se encontra sem dificuldades fragmentos de pedras de quartzo para a confecção do material lítico, contudo, não foram encontrados nas imediações do morro fragmentos de cerâmica ou carvão vegetal debaixo do solo, descartando a princípio o lugar ter sido um sítio de acampamento provisório. Uma curiosidade histórica é que no início do século XX, houve relato de ataque de índios botocudos aos primeiros colonizadores que vieram morar nesta localidade.